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Estratégias
e Comportamentos Prévios
Qualquer que seja o tipo de
entrevista ou o momento em que ela ocorra dentro do processo
de seleção, há algumas coisas básicas que serão úteis para
o seu desempenho.
A. Sentindo o ambiente
Antes de mais nada, é necessário você sentir o ambiente. Isto
significa que, a partir do momento em que você está à disposição
do entrevistador (na sala de espera, ante-sala ou até mesmo
na recepção), está em situação de entrevista, de avaliação.
Assim, procure observar o comportamento das pessoas da empresa,
o tipo de relacionamento que há entre elas, a postura dos
profissionais durante o trabalho.
Quanto a empresa em si, observe suas instalações, condições
de trabalho, organização, limpeza, enfim, a dinâmica e a estrutura
que caracterizam a empresa.
Além disso, é muito importante que você tenha em mente que
a observação destes indicadores poderá ser fundamental para
sua avaliação da empresa e, claro, de seu interesse em vir
a trabalhar nela.
B. Empatia
Outra coisa importante para a entrevista, e mesmo para sua
vida profissional como um todo, é o uso da empatia.
Ainda que todo o mundo saiba que empatia é a capacidade humana
de se colocar no lugar do outro, e até mesmo tentar sentir
as coisas como o outro sentiria, nem sempre é fácil usá-la
em situações nas quais nós nos vemos como a "parte pressionada".
Em princípio, na entrevista você não comparece para ser pressionado,
mas sim conhecido e analisado, portanto é possível usar sua
capacidade de empatia.
Vá para a entrevista tendo em mente que, ainda que o entrevistador
não seja suficientemente empático (e até mesmo antipático
!), você deve se colocar no lugar dele e tentar ver as coisas
sob o ponto de vista dele, ou seja, ver com os olhos da empresa
o problema em questão: a contratação de um profissional.
Isto fica fácil de entender se você imaginar uma situação
na qual o entrevistador esteja sob pressão para encontrar
um candidato adequado às exigências da empresa (esta pressão
pode ser resultado tanto de uma emergência como de uma seleção
errada feita anteriormente, por exemplo).
Esta circunstância pode refletir na condução da entrevista
com você, fazendo com que, por exemplo, ele seja extremamente
ríspido nos seu questionamentos.
Se você (como candidato interessado na vaga e no processo
de entrevista) não fizer um esforço para conciliar seus objetivos
com a forma como o entrevistador se coloca, inevitavelmente
o resultado da entrevista ficará comprometido, e consequentemente
sua avaliação também.
Está claro então que você - o entrevistado - também é responsável
pelo desenvolvimento e o resultado da entrevista.
Logo, não basta chegar a uma entrevista disposto a "responder
perguntas da melhor forma possível". O bom candidato / entrevistado
se caracteriza por uma atuação no processo da entrevista que
a conduza a resultados concretos ligados aos objetivos de
ambas as partes.
C. Participação no "jogo"
O fato de o candidato ser um participante ativo da entrevista
não implica que ele assuma a condução da entrevista como um
todo.
A regra fundamental é: participar do jogo proposto pelo entrevistador.
Ou, "atuar de acordo com o diretor".
Muitos candidatos acabam se prejudicando por querer conduzir
o entrevistador apenas para aquilo que eles acham importante
que seja tratado na entrevista, chegando até a assumir uma
postura professoral ou paternal com o entrevistador.
Assim, ainda que sua participação ativa seja importante, também
é importante sua percepção das necessidades reais do entrevistador
e suas verdadeiras intenções em desenvolver um ou outro tipo
de entrevista.
Daí a importância do candidato estar preparado e disposto
a participar do jogo do entrevistador, o que fica evidente
quando, por exemplo, você é pressionado, já que além da sua
resposta há sempre uma expectativa quanto a sua reação à pressão.
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