Qualquer que seja o tipo de entrevista ou o momento em que ela ocorra dentro do processo de seleção, há algumas coisas básicas que serão úteis para o seu desempenho.

Sentindo o ambiente

Antes de mais nada, é necessário você sentir o ambiente. Isto significa que, a partir do momento em que você está à disposição do entrevistador (na sala de espera, ante-sala ou até mesmo na recepção), está em situação de entrevista, de avaliação.

Assim, procure observar o comportamento das pessoas da empresa, o tipo de relacionamento que há entre elas, a postura dos profissionais durante o trabalho.

Quanto a empresa em si, observe suas instalações, condições de trabalho, organização, limpeza, enfim, a dinâmica e a estrutura que caracterizam a empresa.

Além disso, é muito importante que você tenha em mente que a observação destes indicadores poderá ser fundamental para sua avaliação da empresa e, claro, de seu interesse em vir a trabalhar nela.

Empatia

Outra coisa importante para a entrevista, e mesmo para sua vida profissional como um todo, é o uso da empatia.

Ainda que todo o mundo saiba que empatia é a capacidade humana de se colocar no lugar do outro, e até mesmo tentar sentir as coisas como o outro sentiria, nem sempre é fácil usá-la em situações nas quais nós nos vemos como a "parte pressionada".

Em princípio, na entrevista você não comparece para ser pressionado, mas sim conhecido e analisado, portanto é possível usar sua capacidade de empatia.

Vá para a entrevista tendo em mente que, ainda que o entrevistador não seja suficientemente empático (e até mesmo antipático !), você deve se colocar no lugar dele e tentar ver as coisas sob o ponto de vista dele, ou seja, ver com os olhos da empresa o problema em questão: a contratação de um profissional.

Isto fica fácil de entender se você imaginar uma situação na qual o entrevistador esteja sob pressão para encontrar um candidato adequado às exigências da empresa (esta pressão pode ser resultado tanto de uma emergência como de uma seleção errada feita anteriormente, por exemplo).

Esta circunstância pode refletir na condução da entrevista com você, fazendo com que, por exemplo, ele seja extremamente ríspido nos seu questionamentos.

Se você (como candidato interessado na vaga e no processo de entrevista) não fizer um esforço para conciliar seus objetivos com a forma como o entrevistador se coloca, inevitavelmente o resultado da entrevista ficará comprometido, e consequentemente sua avaliação também.

Está claro então que você - o entrevistado - também é responsável pelo desenvolvimento e o resultado da entrevista.

Logo, não basta chegar a uma entrevista disposto a "responder perguntas da melhor forma possível". O bom candidato / entrevistado se caracteriza por uma atuação no processo da entrevista que a conduza a resultados concretos ligados aos objetivos de ambas as partes.

Participação no "jogo"

O fato de o candidato ser um participante ativo da entrevista não implica que ele assuma a condução da entrevista como um todo.

A regra fundamental é: participar do jogo proposto pelo entrevistador. Ou, "atuar de acordo com o diretor".

Muitos candidatos acabam se prejudicando por querer conduzir o entrevistador apenas para aquilo que eles acham importante que seja tratado na entrevista, chegando até a assumir uma postura professoral ou paternal com o entrevistador.

Assim, ainda que sua participação ativa seja importante, também é importante sua percepção das necessidades reais do entrevistador e suas verdadeiras intenções em desenvolver um ou outro tipo de entrevista.

Daí a importância do candidato estar preparado e disposto a participar do jogo do entrevistador, o que fica evidente quando, por exemplo, você é pressionado, já que além da sua resposta há sempre uma expectativa quanto a sua reação à pressão.